nteligência artificial transforma a jornada de compra dos brasileiros
A inteligência artificial está ganhando espaço nas decisões de consumo. Segundo o estudo O Mapa da Busca no Brasil 2026, realizado pela Optimiza Marketing, 46,5% dos entrevistados utilizam ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot com frequência para pesquisar produtos e tomar decisões de compra.
O levantamento, divulgado em julho de 2026, mostra que 23% dos participantes recorrem à tecnologia diariamente, enquanto 23,5% utilizam assistentes virtuais semanalmente.
Os resultados indicam uma mudança na maneira como os consumidores procuram informações antes de adquirir produtos e serviços.
Consumidores buscam informações, não apenas descontos
Ao contrário do que se poderia imaginar, a procura pelo menor preço não é a principal motivação para utilizar inteligência artificial durante as compras.
De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados buscam explicações técnicas e informações detalhadas sobre produtos. Outros 25% utilizam a tecnologia para resumir avaliações de consumidores, enquanto 24% solicitam recomendações personalizadas.
Apenas 4% recorrem às ferramentas exclusivamente para encontrar descontos e cupons promocionais.
Os dados mostram que os assistentes de IA estão sendo utilizados principalmente para esclarecer dúvidas e facilitar a comparação entre diferentes opções de compra.
Pesquisa identifica três perfis de consumidores
O estudo dividiu os participantes em três grupos, considerando a frequência de utilização da inteligência artificial.
Os usuários frequentes representam 46,5% dos entrevistados e utilizam a tecnologia diariamente ou algumas vezes por semana.
Já os usuários ocasionais correspondem a 28,1%. São consumidores que conhecem as ferramentas, mas recorrem a elas raramente.
Os 25,4% restantes nunca utilizaram assistentes de inteligência artificial ou desconhecem sua existência.
Essa divisão demonstra que, apesar da popularização da tecnologia, ainda existem diferentes níveis de familiaridade entre os consumidores.
Marcas precisam adaptar suas estratégias de conteúdo
O crescimento das buscas realizadas por inteligência artificial apresenta novos desafios para empresas e plataformas de comércio eletrônico.
Além das estratégias tradicionais de SEO, ganha importância o GEO (Generative Engine Optimization), conjunto de práticas voltadas à organização de conteúdos para mecanismos de busca e assistentes baseados em IA generativa.
Isso significa que as empresas precisam disponibilizar informações claras, completas e estruturadas sobre seus produtos, facilitando a interpretação dessas informações pelas ferramentas de inteligência artificial.
Conteúdo técnico ganha importância
Para Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing, as marcas precisam avaliar se seus conteúdos podem ser corretamente interpretados e resumidos pelos assistentes virtuais.
Descrições detalhadas, especificações técnicas, respostas às dúvidas frequentes e informações atualizadas passam a ter maior relevância na comunicação digital.
O objetivo é aumentar as chances de que os produtos sejam apresentados corretamente quando os consumidores utilizarem inteligência artificial para pesquisar suas próximas compras.
Inteligência artificial muda a relação entre marcas e consumidores
O avanço dos assistentes virtuais representa uma transformação na jornada de compra, especialmente no ambiente digital.
Em vez de acessar diversos sites individualmente, o consumidor pode utilizar a inteligência artificial para reunir informações, comparar características e encontrar alternativas adequadas às suas necessidades.
Para as empresas, essa mudança amplia a importância de investir em conteúdo de qualidade, transparência e organização das informações.
O estudo da Optimiza Marketing indica que a inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta experimental para assumir um papel cada vez mais presente nas decisões de consumo dos participantes pesquisados.



